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PMDB: discussão da chapa-puro sangue circula entre aliados e adversários

Qual posição o PMDB vai tomar para disputar o governo do Estado de Alagoas na condição de oposição ao atual governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB)? Esta é uma pergunta que tem passado na cabeça de aliados e adversários.

No discurso, estratégia definida: o PMDB quer passar a imagem de quem constrói um programa de governo ouvindo a população. Lançou até site para isto. Uma candidatura com cara de coletividade e apoiada em eixos que trarão solução para o Estado. O marketing da pré-campanha trabalha com isto em mãos desde já.

Renan Filho seria uma candidatura diante da necessidade do senador Renan Calheiros permanecer em Brasília. Eis o discurso que quer se vender para o grande público. Sem embates aparentes com adversários. Estes seguem como parte de uma “guerra fria”.

Em relação à composição de chapa, os peemedebistas - incluindo o senador Renan Calheiros (PMDB) – mandam avisar que agora é hora de um passo de cada vez. Na visão do partido, o momento é de apenas cumprir o acordado com toda a frente de oposição e a presentar a cabeça da chapa, que ocorrerá no dia 5 de maio.

A data já foi confirmada pela assessoria de imprensa do partido. O nome oficializado – segundo os bastidores políticos – é o do deputado federal Renan Filho (PMDB). Entretanto, os aliados pressionam o PMDB para ir além e já mostrar, o mais rápido possível, a composição da chapa.

O senador Fernando Collor de Mello (PTB) é um desses aliados. Teme ser deixado pelo caminho, diante de uma candidatura peemedebista para o Senado Federal. O PRTB – comandado por Adeílson Bezerra – também tem pressa de definir as proporcionais. Por isto, o nome do ex-prefeito Cícero Almeida (PRTB) é jogado na roda.

Os aliados sabem que o PMDB tem o tabuleiro do xadrez e as peças principais. Renan Calheiros conduziu o processo até aqui como um habilidoso enxadrista e só “antecipou” a candidatura com um cenário mais definido o possível. Esperou pelo Palácio República dos Palmares e pelos passos de um outro adversário potencial: o senador Benedito de Lira (PP).

Agora, tem condições de travar uma “guerra fria” com Lira que pode – inclusive – minar a candidatura do pepista, haja vista os diálogos com o deputado federal Givaldo Carimbão (PROS) e com o Solidariedade de João Caldas. O PMDB ainda reforçou a aliança com o PT local. Enfim, uma frente bastante ampla a ser administrada por Calheiros.

Natural que esta frente – como sempre fez! - cobre um pouco mais de velocidade do senador para definir a chapa completa. O que passou a ser uma indagação? A possibilidade do PMDB partir para uma chapa-puro sangue, indicando o vice do partido e tendo candidato ao Senado. Nome no partido não falta para o desafio: o ex-vice-governador José Wanderley e o ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa.

A proposta de chapa puro-sangue – ainda que remota – já foi ventilada em reunião do partido com algumas de suas lideranças. Isto, por si só, mostra quem são os donos da bola! Mas, as negociações na frente seguem. Para compor de vice, o PT está presente. Um dos nomes postos – em bastidores – é o do deputado estadual Judson Cabral. Para o Senado Federal, a opção é Collor. Este sempre foi um nome pensado e repensado em função do peso no palanque.

A teoria da chapa puro-sangue é assunto que interessa a aliados e a adversários. Particulamente, não creio na teoria. Mas, que circula...circula! Um motivo a mais para a pressa de alguns aliados.



Por Cada Minuto

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